Durante a
ditadura, o estado policial brasileiro denominou de subversivo o indivíduo que
conseguia burlar a vigilância truculenta das agências investigadoras e apresentava
ao povo uma alternativa ao sistema.
A alta censura
política conduziu alguns grupos resistentes a implantar a guerrilha urbana e
campesina optando pelo confronto direto e buscando a queda do poder militar.
Esses grupos extremistas buscaram apoio nos valores comunista stalinista.
Embora todos nós
socialistas saibamos que o comunismo é um ideal utópico do projeto social de
Marx e que o capitalismo neste projeto não está descartado, o extremista Stalin
pulou todas as fases de implantação do socialismo e promoveu o comunismo à
regime político, assassinando todos os fundadores do socialismo soviético e
mergulhando o futuro desse sistema numa colossal ignorância social mundial,
onde o comunismo até hoje é confundido com o socialismo e o socialismo é
confundido como um regime político específico e não como um regime social.
Um dos maiores
atos extremistas do governo brasileiro e também um dos maiores crimes da
ditadura militar foi o fechamento do Congresso, através do Ato Institucional
nº5 (AI-5), que selou as portas do legislativo e mergulhou nosso país numa era
de sombras e assassinatos em nome do Estado.
Guardadas as
proporções, agora, estamos testemunhando alguns extremistas governistas de
Tamoios, incitando a população contra a casa legislativa de Cabo Frio para ver
forçar a aprovação da autarquia CODESTAM que vai abrigar seus empregos. O
motivo que levaram os vereadores a buscar uma independência do executivo não é
nobre, mas é preciso festejar a independência de qualquer forma.
É claro que os
vereadores querem apoiar o governo em troca de apoio aos seus mandatos. Isso
inclui um abraço municipal aos seus cabos eleitorais e outros pedidos pessoais
para o fortalecimento dos seus mandatos. Absurdo em outras democracias e
rotineira na nossa, infelizmente.
Os extremistas
“codestanos” teriam o direito de pedir mais decoro dos vereadores de oposição
se os vereadores de situação tivessem o mesmo tratamento deles. Afinal, por
qual razão um parlamentar abandonaria sua trincheira de fiscal para fazer parte
do grupo da “vista grossa” de um prefeito que fortalece o mandato dos seus e
patrocina um enfraquecimento dos novos aliados?
Politicamente é um
suicídio abandonar a imagem de fiscalizador para ser um governista do baixo
clero. Num país onde a compra de votos é institucionalizada, o desempenho do
executivo e do legislativo é traduzido nessa base de relação.
Estamos assistindo
os extremistas mensaleiros do Congresso Nacional quererem amordaçar o Poder
Judiciário simplesmente porque não querem mais que os políticos sejam alvos de
investigação pelo Ministério Público e condenados em última instância, pelo
Supremo Tribunal Federal.
Como tenho dito
fazer lobby para a aprovação da CODESTAM é válido, mas se elegemos fiscais na
câmara ou se eles compraram o seu voto, agora o fato eleitoral está consumado. Precisamos
agora exigir que eles fiscalizem.

Nenhum comentário:
Postar um comentário